ULS da Guarda com graves problemas de recursos humanos

ULS da Guarda com graves problemas de recursos humanos

São recorrentes e constantes os alertas públicos e as visitas, designadamente ao Hospital de Sousa Martins (a principal unidade hospitalar da ULS da Guarda) por parte da Ordem dos Médicos

Depois de uma visita realizada a 17 de novembro (conforme imagem), a Ordem dos Médicos do Centro recebeu a garantia por parte do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda que estaria assegurada a resposta para a maioria dos problemas de recursos humanos médicos, designadamente para a urgência e o serviço de oftalmologia. O presidente da SRCOM assumia, na altura, que a primeira opção para um hospital seria “ter médicos do quadro para fazer a atividade de todo o hospital, tanto do internamento, como das consultas, como do próprio de urgência” ao invés de recorrer a médicos contratados por entidades externas.

Na ocasião, acompanhado pelo presidente do Conselho Subregional da Guarda da Ordem dos Médicos, José Manuel Rodrigues, inteirou-se de como estavam a ser colmatadas as necessidades também nas escalas do serviço de urgência. No final, Carlos Cortes afirmou aos jornalistas que, para resolver um dos mais graves problemas da ULS da Guarda, estaria a decorrer um concurso para a direção de serviço de oftalmologia. Uma garantia assumida nessa data pelo conselho de administração.

Acontece, porém, que a 28 de dezembro e perante inúmeras informações de agudização da situação deste serviço, a SRCOM emitiu um comunicado onde denuncia: “há já milhares de doentes prejudicados sem consulta e sem cirurgia, alguns dos quais a enfrentar um impacto de forma irreversível. A título de exemplo, há mais de 250 doentes propostos para cirurgia (cataratas, glaucoma, pequena cirurgia, injeções intravítreas) que estão a aguardar, desde novembro de 2020, que as suas propostas cirúrgicas sejam introduzidas no sistema informático da ULS da Guarda”. Na mesma nota oficial Carlos Cortes alertou: “É incompreensível que, perante o impacto devastador que a ausência de direção e organização do Serviço de Oftalmologia da ULS da Guarda está a ter nos doentes, o grave problema seja tratado desta forma. Não é médico o vogal do Conselho de Administração da ULS da Guarda que está a conduzir um eventual início do processo de atividades no bloco operatório com um prestador externo num serviço completamente desestruturado”.

O comunicado adiantava ainda que, tendo em conta que “a SRCOM já fez chegar a sua preocupação à tutela” assim que tomou conhecimento dos problemas em 2020 “e atendendo à gravidade dos factos de que teve recente conhecimento”, a SRCOM iria “desencadear um pedido de intervenção urgente junto do Colégio da Especialidade de Oftalmologia, assim como do Ministério da Saúde”. 

“Se durante dois anos o Conselho de Administração é incapaz de nomear um diretor de serviço, então a situação terá de ser resolvida diretamente pela própria Ministra da Saúde”, concluiu o responsável pela SRCOM. Têm sido recorrentes e constantes os alertas públicos e as visitas, designadamente ao Hospital de Sousa Martins (a principal unidade hospitalar da ULS da Guarda), por parte da Ordem dos Médicos, maioritariamente devido à grave escassez de recursos humanos.

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Ordem dos Médicos