“Saúde em Português” terá, em breve, projetos em Angola e Guiné-Bissau

“Saúde em Português” terá, em breve, projetos em Angola e Guiné-Bissau

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) destacou o notável contributo da Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento “Saúde em Português”, que, entre outras valências, tem a seu cargo o Centro de Acolhimento e Proteção para Vítimas de Tráfico de Seres Humanos do Sexo Masculino (um dos 5 centros existentes no país como resposta às vítimas de tráfico humano). Esta ONGD, com sede em Coimbra, é atualmente presidida pelo médico de família Henrique Correia.

“É de realçar o trabalho de quem presta apoio a quem mais precisa, quer em termos de assistência humanitária, em ajuda de emergência e auxílio a grupos de risco e a pessoas vulneráveis. Este é o verdadeiro exercício de promoção e defesa dos direitos humanos”, assumiu o presidente da SRCOM ao conhecer em detalhe todos os projetos em curso e em preparação pela “Saúde em Português”.

No Dia Internacional dos Direitos Humanos que se assinala a 10 de dezembro para comemorar a data da adoção, em 1948, da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, Carlos Cortes enalteceu a rede de apoio criada pela Saúde em Português, designadamente por ajudar a promover e aplicar cuidados de saúde a pessoas vulneráveis e em risco.

Foi no âmbito do programa da ‘Semana dos Direitos Humanos’, organizado pela SRCOM e sob o lema “A Medicina e os Direitos Humanos”, que a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos visitou a esta Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento, que, e de acordo com o vice-presidente, o médico Humberto Vitorino, regressará brevemente com projetos na área da saúde em Angola e Guiné-Bissau.

Atualmente, em Portugal, um dos projetos em curso de sensibilização em tráfico de seres humanos, intitulado “Mercadoria Humana 4”, terá um enfoque especial já no início do próximo ano com uma campanha de sensibilização sobre tráfico de seres humanos no futebol. Recorde-se que, de acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna 2020 (RASI 2020), foram sinalizadas em Portugal 229 presumíveis vítimas de tráfico de pessoas, 155 das quais para exploração laboral. Ainda de acordo com o RASI 2020, das 229 presumíveis vítimas, 29 eram menores de 18 anos. Trata-se de um crime transnacional, podendo existir tráfico interno.

“A Ordem dos Médicos contribuirá para a defesa dos direitos de grupos de risco, sejam mulheres, crianças, jovens ou idosos. Neste intercâmbio institucional, estaremos, também nós, a contribuir pelo direito à Saúde de todos, uma das condições basilares dos Direitos Humanos”, concluiu Carlos Cortes, após a visita.

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