ULS Castelo Branco | Hospital Amato Lusitano precisa de mais de 44 médicos

ULS Castelo Branco | Hospital Amato Lusitano precisa de mais de 44 médicos

(Castelo Branco, 27 de outubro) – Para avaliar a resposta do Serviço de Urgência hospitalar da Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco e depois de uma reunião com o Conselho de Administração, direção clínica e diretores dos serviços de Urgência, Pediatria e Medicina Interna, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, prestou declarações aos jornalistas: “Percebemos, nesta reunião que, efetivamente, havia grandes dificuldades, que têm sobretudo a ver com os recursos humanos médicos. E foi-nos dado aqui um número que é preocupante. Para o hospital, seriam necessários 44 médicos para funcionar adequadamente, para suprir algumas das suas dificuldades, não todas as suas dificuldades. Este é um número mínimo para o funcionamento deste hospital”, afirmou.

Carlos Cortes afiançou ainda que a Ordem dos Médicos irá prosseguir as visitas às diversas áreas da ULS de Castelo Branco, uma vez que estão a ser reportadas dificuldades noutros serviços. Na ocasião, anunciou também que as visitas mais aprofundadas irão contemplar a presença dos colégios especialidade, de modo a avaliar a atividade assistencial e as condições em que estão a ser realizados os planos formativos dos médicos internos.

O presidente da SRCOM responsabilizou o Ministério da Saúde pelas atuais condições desta unidade hospitalar: “O Conselho de Administração quer – e bem – para este hospital e para o seu serviço de urgência, contratar médicos para o quadro. Infelizmente, o Ministério da Saúde não tem dado condições para os médicos” escolherem Castelo Branco. A seu ver, basta ver o histórico dos últimos anos que rondam à volta de “seis por cento” das vagas para a região Centro. “Isso é muito insuficiente”, declarou, lembrando que, desta forma, o Ministério da Saúde está a esquecer o Hospital Amato Lusitano, de Castelo Branco. O serviço de urgências tem (à data da visita) 36 prestadores de serviço.

Carlos Cortes apontou ainda outro exemplo que, a seu ver, é revelador do esquecimento da tutela face às necessidades deste hospital. “Num diploma recente do Ministério da Saúde, em que abriram 250 vagas de assistente graduado sénior para todos o País, este hospital solicitou a abertura de 12 vagas. Destas 12, o Ministério da Saúde atribuiu zero. Isto diz muito, infelizmente, das intenções em resolver os problemas dos hospitais que têm dificuldades”.

©Texto e fotos / Paula Carmo

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