Ordem dos Médicos recebe denúncias de ‘assédio moral’ e outros casos graves na Medicina Interna do CHTV

Ordem dos Médicos recebe denúncias de ‘assédio moral’ e outros casos graves na Medicina Interna do CHTV

 

Avoluma-se a apreensão da Ordem dos Médicos face aos casos graves que estão a afetar o Serviço de Medicina Interna do Centro Hospitalar Tondela-Viseu. Neste enquadramento e após várias diligências internas, a Ordem dos Médicos ouviu, na noite de 4 de março, a denúncia de mais de 40 médicos de Medicina Interna do Centro Hospitalar Tondela Viseu de "assédio moral" pela superior hierárquica do serviço, com "situações graves e muito graves".
Miguel Guimarães (Bastonário), Carlos Cortes (presidente da Secção Regional do Centro) e Luís Patrão (presidente da Sub-região) escutaram o relato de casos preocupantes. A reunião, que durou mais de duas horas, contou também com a participação dos presidentes do Sindicato Independente dos Médicos, José Carlos Almeida, e do Sindicato dos Médicos da Zona Centro, Noel Carrilho.
Finda a reunião, em declarações aos jornalistas, o Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, assumiu: "Ouvimos alguns casos preocupantes que, obviamente, interferem com questões éticas e que também, eventualmente, com boas práticas. Embora tenhamos de avaliar essas questões de forma mais profunda, a diretora clínica terá todo o interesse em resolver esta situação, já o devia ter feito", contou Miguel Guimarães.

Depois de ouvir o relato detalhado da complexa situação por parte de mais de 40 médicos do serviço de Medicina Interna do Centro hospitalar Tondela Viseu (CHTV), num universo de quase 50, o bastonário deu conta das diligências que irá desencadear: "a Ordem irá notificar o conselho de administração e a direção clínica do CHTV" e "a ministra da Saúde", pois "estes internos, nestas condições, não podem continuar" nesta unidade de saúde. Acrescentou: A Ordem dos Médicos "pode pôr os internos a fazer internato noutro hospital, porque a Ordem tem de garantir que os internos de Medicina Interna têm uma formação de qualidade e isto é absolutamente essencial". Miguel Guimarães não pormenorizou qualquer relato mas assumiu que "foram relatadas situações que vão de graves a muito graves", incluindo casos de burnout. "Esta situação também põe em causa a direção clínica do hospital, porque é obrigação de um diretor clínico, mesmo perante a própria Ordem dos Médicos zelar por aquilo que são as regras éticas e deontológicas dos seus profissionais e zelar também aquilo que são as boas práticas", declarou Miguel Guimarães.

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