Apresentação do livro “Eutanásia, Suicídio Ajudado, Barrigas de Aluguer” do médico obstetra Miguel Oliveira da Silva

Apresentação do livro “Eutanásia, Suicídio Ajudado, Barrigas de Aluguer” do médico obstetra Miguel Oliveira da Silva

"O progresso técnico permite coisas para as quais ainda não temos a ética estabelecida" lembrou o responsável pela Editorial Caminho, Zeferino Coelho, que publicou o livro "Eutanásia, Suicídio Ajudado, Barrigas de Aluguer" do médico obstetra Miguel Oliveira da Silva. Estava dado o mote para a profícua e cativante sessão, moderada pelo Coordenador do Gabinete de Ética da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Prof. Doutor Joaquim Viana. 

A apresentação da obra, que decorreu na Sala Miguel Torga da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, contou com as intervenções do autor deste livro, o médico obstetra, Miguel Oliveira da Silva, antigo presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida; do Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, André Dias Pereira; do ensaísta e teólogo, Anselmo Borges; do Professor Catedrático de Direito, José de Faria Costa; da Professora auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, diretora do Serviço de Reprodução Humana dos HUC – CHUC, Teresa Almeida Santos, bem como do responsável pela Editorial Caminho, Zeferino Coelho.
"Quando escrevi este livro, basicamente o que me interessava era que as decisões não viessem de cima para baixo, sem debate e participação." afirmou o autor, explicitando que o que pretende com esta obra é escutar todas as contribuições e dúvidas que possam suscitar o debate em torno destes temas.
E, de facto, esta apresentação suscitou inúmeras questões sobre a semântica, por exemplo, sobre maternidade de substituição ou barriga de aluguer, entre muitas outras. Várias personalidades parabenizaram o autor por colocar estes temas em cima da mesa. José de Faria Costa, que realizou nesta sessão a primeira intervenção após o cargo de Provedor de Justiça, deixou vincada a ideia de que "a vida não é um valor jurídico absoluto", afirmando que a "civilização evolui em espiral normativa e hermenêutica". "A vida não é um valor absoluto, mesmo para o Cristianismo. A vida é um dom e não é um fardo", assumiu, por seu turno, o teólogo Anselmo Borges, acrescentando que "é preciso opor-se à obsessão terapêutica e ao encarniçamento técnico – que até pode ser imoral".
As reflexões, o debate, a partilha de dúvidas e experiências prosseguirão em trono desta obra tendo em conta a acutilância dos temas apresentados.

Esta sessão foi co-organizada pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos e República do Direito – Associação Jurídica de Coimbra.

 

Texto e Fotos ©SRCOM / Paula Carmo 

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