Ordem dos Médicos denuncia carência de equipamentos de radioterapia na região Centro

Ordem dos Médicos denuncia carência de equipamentos de radioterapia na região Centro

A Ordem dos Médicos denuncia a carência de equipamentos de radioterapia na região Centro do país, cuja escassez poderá agudizar-se a breve prazo. Após uma visita ao serviço de radioterapia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (polo Hospitais da Universidade de Coimbra), o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, assumiu aos jornalistas que o tratamento de doentes oncológicos está aquém das sessões de radioterapia possíveis, uma vez um dos equipamentos está parado.
A denúncia efetuada em face da carência de equipamentos de radioterapia na região Centro do país forte impacto na comunicação social.

A região Centro tem atualmente 5 equipamentos e em breve vai perder dois (por limite técnico de utilização). Carlos Cortes responsabiliza o Ministério da Saúde para esta situação que considerou alarmante. De acordo com as declarações prestadas no final da visita, Carlos Cortes assumiu que na região Centro seriam necessários nove aceleradores lineares.
O equipamento que esteve parado à espera de autorização do Ministério da Saúde poderia ter tratado 600 doentes oncológicos em 12 mil sessões de radioterapia. "Doentes esperam mais quatro a cinco semanas para iniciar as sessões de radioterapia", situação que o patologista clínico considera inaceitável.

"A região Centro é bastante deficitária neste tipo de equipamentos", alertou Carlos Cortes, enquanto falava aos jornalistas à porta do Serviço de Radioterapia situado no edifício S. Jerónimo. Acrescentou ainda: "A região Centro deveria ter nove aceleradores, para cumprir a meta fixada em Conselho de Ministros, em 1995, de uma acelerador linear por 250 mil habitantes".

 

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