“Aprovação da Lei do Ato Médico é fundamental” acentua Carlos Cortes

“Aprovação da Lei do Ato Médico é fundamental” acentua Carlos Cortes

O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, ao intervir na sessão de abertura da VIII Encontro Nacional Sociedade Portuguesa Médica de Acupunctura, sublinhou a premência da definição legal do Ato Médico. Juntar o Ato Médico ao edifício jurídico português é, antes de mais, defender os doentes: "Devem ser estabelecidos os limites, saber o que é a medicina, quem pratica medicina, em nome de uma medicina de qualidade", disse Carlos Cortes.
Lamentando que na anterior legislatura governativa, mais uma vez, não tenha sido possível dar os avanços necessários – com a desejada publicação da Lei do Ato Médico – Carlos Cortes asseverou que "este não é um desafio esquecido pela Ordem dos Médicos" que continuará a "colocar este assunto na ordem dos dia". Lamentou: "O que interessa aos governantes é que se pratique atos de saúde por não médicos, o que ficará, certamente, mais barato. Não importa que seja uma medicina de qualidade. A Ordem dos Médicos vai voltar a fazer valer os seus argumentos justos para que seja aprovada a Lei do Ato Médico. Aliás, o Congresso Nacional de Medidina, este mês, é dedicado precisamnete ao Ato Médico".
Reportando-se à acunpunctura, acentuou: "A mim, como médico e representante da Ordem dos Médicos e como cidadão, reconforta-me que a área da acunpuctura seja feita por profissionais de saúde que sabem perceber se as terapêuticas são as adequadas. Os médicos têm dado uma imagem nova à acunpunctura". Nesta intervenção, Carlos Cortes colocou ainda o acento tónico na defesa da qualidade e especialização dos recursos humanos médicos. "Este ano, a Ordem dos Médicos tem à volta de 1498 capacidades formativas (lugares que podem ser ocupados nos serviços por médicos internos), porém existem 1720 candidatos. Há um diferencial de mais de 200 médicos que não terão acesso a uma especialidade e serão encaminhados para uma medicina indiferenciada. Considero isso um retrocesso na medicina portuguesa e uma afronta para que a Medicina não seja especializada". Por fim, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, assegurou que dará o seu contributo para que a acunpunctura médica seja mais conhecida.
Momentos antes, Helena Pinto Ferreira, presidente da Sociedade Portuguesa Médica de Acupunctura lembrou o percurso desta competência: "Começámos em 2002, crescemos bastante, temos conseguido colocar a acupunctura médica no Serviço Nacional de Saúde, dentro dos serviços hospitalares, dentro dos cuidados primários de saúde, esta foi talvez a maior vitória ao longo destes últimos anos. No entanto, estamos a atravessar um momento crucial da acunpuctura médica (…). A acunpunctura médica ainda é algo desconhecido por alguns colegas nossos e dirigentes de instituições de saúde mas cabe-nos a nós trabalhar para que seja mais conhecida. Deparamos muitas vezes com o facto de não saberem que a acunpunctura já é uma competência da Ordem dos Médicos, a quem agradeço todo o apoio".

 

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