Visita ULS Guarda: Esforço e dedicação dos médicos colmatam carências de recursos humanos

Visita ULS Guarda: Esforço e dedicação dos médicos colmatam carências de recursos humanos

Durante dois dias, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos e vários elementos do Conselho Distrital da Guarda visitaram vários serviços hospitalares e centros de saúde integrados na Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda. A falta de profissionais na esmagadora maioria das especialidades médicas é um dos maiores problemas.
O início deste périplo pelo Distrito Médico da Guarda ficou assinalado com uma reunião, no dia 8 de julho, entre os responsáveis da Ordem dos Médicos (Carlos Cortes, Tiago Saraiva e António Mendonça) e o presidente do Conselho de Administração da ULS da Guarda, Carlos Rodrigues, bem como o diretor clínico, Gil Barreiros. Em funções desde o dia 2 de fevereiro, os responsáveis pela ULS deram nota do esforço dos profissionais médicos sem escamotear, no entanto, alguns problemas de conflitualidade nalguns serviços do hospital. Estimular a dinâmica de interação entre os cuidados de saúde primários e os serviços hospitalares, valorizar os recursos humanos e reafirmar a ligação com a Universidade da Beira Interior, terminar a construção do centro de saúde de Figueira de Castelo Rodrigo (em fase adiantada de conclusão) foram alguns dos objetivos elencados nesta reunião.
Após esta reunião, seguiu-se a visita ao centro de saúde de Pinhel, cujo coordenador, Alexandre Raposo, deu conta da escassez de recursos humanos médicos: há, atualmente, 3500 utentes sem médico de família. Apesar das excelentes condições, o edifício tem graves deficiências de construção. Depois da cidade de Pinhel foi a vez dos responsáveis da OM visitarem o Centro de Saúde de Figueira de Castelo Rodrigo, prestes a ser transferido para um novo edifício. Porém, ainda antes de ser inaugurado já são visíveis alguns obstáculos, designadamente porque não ficou acautelado um espaço para o atendimento urgente. Glória Pinto, a atual responsável pelo Centro de Saúde de Figueira de Castelo Rodrigo, lamenta a escassez de recursos humanos médicos. "Neste momento, estou sozinha. A outra colega está de férias, outro médico reformou-se; atendemos muitas pessoas dos barcos do Douro; temos atualmente 2800 utentes sem médico de família", lamenta.
Este primeiro dia terminou com uma reunião entre médicos internos.
No segundo e último dia desta visita, o presidente da SRCOM, Carlos Cortes, foi acompanhado Francisco Tavares e Cátia Zeferino, ambos do Conselho distrital da Guarda, e, também por José Manuel Rodrigues (membro do Conselho Fiscal da SRCOM). Foi dada a conhecer a realidade do Serviço de Ortopedia (que luta com falta de anestesistas), de Cardiologia (com quadro de médicos insuficiente), o Serviço de Urgência (no novo edifício e em fase de reorganização interna), e do Serviço de Medicina Interna (que está na parte mais antiga do edifício e está a projetar a sua expansão).
"O distrito da Guarda sofre com a falta de profissionais na esmagadora maioria das especialidades médicas. Esse é o problema central da Saúde na região. Não resolver essa carência rapidamente poderá provocar o colapso dos cuidados de saúde", assumiu Carlos Cortes. Tal como referiu, na conferência de imprensa realizada no final destes dois dias, a Ordem dos Médicos irá elaborar um "relatório exaustivo" para entregar aos responsáveis da ULS, à Administração Regional de Saúde do Centro e ao Ministério da Saúde.

 

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Ordem dos Médicos