Apresentação do livro Embriões Excedentários – Entre a Técnica, a Lei e a Ética, de Margarida Silvestre

Apresentação do livro Embriões Excedentários – Entre a Técnica, a Lei e a Ética, de Margarida Silvestre

A apresentação do livro "Embriões Excedentários – Entre a Técnica, a Lei e a Ética", da Prof. Doutora Margarida Silvestre, em Coimbra, deu azo a um intenso e profícuo debate sobre a pioneira investigação desta médica, no âmbito do seu doutoramento em Bioética.Comecemos pelo livro, com chancela da Coimbra Editora (Abril 2015), em resultado da tese de Margarida Silvestre, Especialista em Ginecologia-Obstetrícia e subespecialista em Medicina da Reprodução: A sua investigação, que abrangeu 20 dos 27 centros de Procriação Medicamente Assistida em Portugal (públicos e privados, existentes em Portugal em 2012), conclui que, da análise às respostas de 328 casais, 35 por cento deles não queriam os embriões para si próprios, quase metade (47 por cento) apresentavam como alternativa o seu uso para investigação científica- Menor percentagem dos casais pretendiam doar os embriões excedentários a outros casais inférteis.

A apresentação do livro “Embriões Excedentários – Entre a Técnica, a Lei e a Ética” lotou a Sala Miguel Torga da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, na noite de 7 de abril, precisamente quando se iniciou mais uma semana de festejos da Academia de Coimbra. Carlos Cortes (presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos), Walter Osswald (Detentor da Cátedra Unesco de Bioética), Agostinho Almeida Santos (pioneiro da Reprodução Humana Medicamente Assistida em Portugal), Teresa Almeida Santos (Presidente da Sociedade Portuguesa da Medicina da Reprodução da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra) e André Dias Pereira (Diretor do Centro de Direito Biomédico) foram os oradores desta sessão.

O presidente do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, foi o primeiro anfitrião desta sessão: “Agradeço-lhe o facto de ter escolhido esta casa, que é a nossa casa, para vir apresentar a sua obra que muito nos honra. Em segundo lugar, queria agradecer-lhe por vir aqui nesta postura: esta é a casa de todos aqueles que defendem a Saúde, que defendem a Medicina de excelência e é também a casa de liberdades”. Fazendo alusão aos atos de alegada censura e coação à liberdade científica de que terão sido alvo alguns profissionais do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), Carlos Cortes aludiu que, ali, “os médicos podem livremente comunicar e expressar o conhecimento e ensinar os outros”. Momentos antes de legar a moderação desta sessão a Catarina Matias, também membro do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes desejou a todos “uma boa serenata cultural e científica”, na medida em que nesta noite decorreu a Serenata Monumental da Queima das Fitas.

Walter Osswald, Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra, ao referir-se ao livro que resultou da tese de doutoramento de Margarida Silvestre (Universidade Católica Portuguesa), destacou a obra de rigor científico, desde logo, “porque desperta o interesse para exatamente aquilo a que refere o título”. Segundo o Professor Catedrático aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Margarida Silvestre aborda este tema “de maneira hábil” uma vez que “não mancha este aspeto prático com considerações apriorísticas, não parte de posições, primeiro estão os factos e os acontecimentos depois pondera e reflete à luz de valores e princípios”.

Agostinho Almeida Santos (pioneiro da Reprodução Humana Medicamente Assistida em Portugal), Teresa Almeida Santos (Presidente da Sociedade Portuguesa da Medicina da Reprodução da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra) e André Dias Pereira (Diretor do Centro de Direito Biomédico) foram os outros oradores desta sessão.

 

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