António Arnaut declamou poema inédito sobre o SNS

António Arnaut declamou poema inédito sobre o SNS

"Cravo de abril plantado no coração de Portugal"

António Arnaut juntou ontem amigos e leitores, num encontro de partilha literária que decorreu no Clube Médico da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos.
Neste encontro informal, onde apresentou o livro "Cavalos de Vento – poesia e prosa" – uma obra que assinala os 60 anos de vida literária do autor e os 35 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Carlos Cortes, destacou o perfil e a "grandiosidade humana" de António Arnaut: "A sua produção literária revela que há em si mais do que uma fonte; há um rio enorme que emerge através da poesia, do humanismo, da fraternidade. Esse rio é um rio de grande bondade", assinalou ainda o presidente da SRCOM. Carlos Cortes não deixou de sublinhar, também, que "António Arnaut consegue falar com a mesma paixão de uma árvore e um momento da vida como fala da criação do Serviço Nacional de Saúde".
E foi, precisamente, a propósito do SNS que o advogado e escritor António Arnaut – falando do seu processo de criação literária – acabaria por revelar e declamar um poema inédito (que nesta fase ainda tem duas versões). "Foi um poema que escrevi logo, ainda não é definitivo; é sempre difícil porque é um poema temático", confessou António Arnaut. O poema nasceu num dia marcante para o escritor: 15 de setembro, precisamente o dia em que assinala a criação do SNS. "Preparando-me para as celebrações dos 35 anos do SNS, de manhã, ao apertar a gravata vermelha como convinha à efeméride, li no espelho o que poderia ser um poema ou um discurso. Estava de alma cheia naquele dia. Veio esta frase: o SNS é um cravo de abril plantado no coração de Portugal e, enquanto me arranjava, nasceu o poema".
Neste texto a aguardar publicação, o advogado e antigo ministro dos Assuntos Sociais, refere-se aos 35 anos do SNS como "A esperança em Liberdade/ Força conjugada / Do dever e da vontade" exortando que "Seja de todos Sol e Vida e Estrela da Igualdade", em suma, assim terminando o poema, "Cravo de abril plantado neste chão de Portugal". Este último verso ainda tem duas versões.
António Arnaut, no culminar desta tertúlia, ofereceu e autografou o livro que se destina exclusivamente a ofertas aos seus leitores e amigos. Recorde-se que esta obra reúne textos de intervenção cívica, ensaio, ficção e poesia e por decisão do autor não será reeditado.

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