Manuel Teixeira Veríssimo destaca papel dos médicos na sociedade, necessidade de atualização permanente e desafios do Serviço Nacional de Saúde
No âmbito das comemorações do Dia do Médico, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), Manuel Teixeira Veríssimo, concedeu hoje uma entrevista à Rádio Regional do Centro, na qual sublinhou a importância da profissão médica e destacou os principais desafios que atualmente se colocam ao setor da saúde.
Durante a conversa, Manuel Teixeira Veríssimo salientou que o Dia do Médico representa uma oportunidade para reconhecer uma profissão que, ao longo de séculos, tem desempenhado um papel essencial na sociedade. “É o dia que assinala uma profissão muito importante. O médico lida com a saúde e com a vida das pessoas, o que por si só demonstra a relevância desta missão”, afirmou.
O presidente da SRCOM recordou ainda que a instituição assinala esta data há vários anos através da atribuição de medalhas de reconhecimento aos médicos que completam 25 e 50 anos de inscrição na Ordem dos Médicos (cerimónia que decorre nas diversas cidades da região Centro). “Qualquer destes grupos muito contribuiu para a saúde dos portugueses e para o bem-estar da população. Esta homenagem representa um justo reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo de décadas de dedicação à Medicina e aos doentes”, referiu.
Questionado sobre a evolução da profissão, Manuel Teixeira Veríssimo destacou a necessidade de atualização permanente dos médicos, numa época marcada por rápidos avanços científicos e tecnológicos.
“Um médico é um estudante eterno. À medida que a Ciência evolui, surgem novas opções de diagnóstico e tratamento, bem como novas ferramentas, incluindo a Inteligência Artificial. Por isso, o médico tem de estar permanentemente em atualização para prestar os melhores cuidados aos seus doentes”, afirmou. Relativamente às principais preocupações que afetam atualmente o exercício da Medicina, apontou algumas fragilidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), nomeadamente a falta de médicos de família para muitos cidadãos e os tempos de espera para consultas hospitalares e cirurgias.
“Preocupa-nos o facto de ainda existirem muitos doentes sem médico de família, bem como os tempos de espera para consultas e intervenções cirúrgicas. São desafios que exigem atenção e respostas eficazes”, sublinhou. Manuel Teixeira Veríssimo referiu ainda que existem preocupações de âmbito global relacionadas com a sustentabilidade dos sistemas de saúde, o envelhecimento da população e a crescente complexidade dos cuidados médicos, defendendo a valorização dos profissionais de saúde e o reforço das condições de trabalho.
A entrevista assinalou o Dia do Médico, uma data (18 de junho) dedicada ao reconhecimento do contributo dos médicos para a promoção da saúde, a prevenção da doença e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
Poderá escutar a entrevista, na íntegra, aqui