“Declaração de Coimbra” aprovada por médicos de Portugal, Espanha e América Latina

“Declaração de Coimbra” aprovada por médicos de Portugal, Espanha e América Latina

Doze delegações que participaram no Fórum Iberoamericano de Entidades Médicas (FIEM) aprovaram a "Declaração de Coimbra", no final dos trabalhos do IX Encontro desta organização. No documento, os médicos mostraram-se contra a "medicalização da vida" e a publicidade enganosa nos meios de comunicação social por parte das empresas farmacêuticas.

"A medicalização da vida contribui para o aumento da frequência e massificação das consultas médicas e tem consequências na qualidade da atenção, originando muitas vezes frustração em grande parte dos profissionais", lê-se.

Por outro lado, a "Declaração de Coimbra" que resulta deste IX Encontro do FIEM, coloca também o enfoque na relação médico-paciente: "Preservar a empatia com os nossos pacientes, o tempo que necessita para uma atenção individualizada, a relação de confiança médico paciente e a humanização dos atos e atuações médicas, é a melhor prevenção para evitar os efeitos indesejáveis derivados e lutar contra o fenómeno da medicalização da vida". Na sequência destas ideias, "a relação médico – paciente deve ser reconhecida como "bem imaterial da Humanidade". Esta proposta, protagonizada pela delegação espanhola, será levada ao próximo encontro, de forma a reunir apoio alargado da comunidade médica internacional.
"As políticas erróneas no âmbito dos medicamentos e da aplicação das tecnologias têm relação estreita com os Direitos Humanos e a dignidades das pessoas", adianta a mesma "Declaração de Coimbra", onde se defende, neste enquadramento, "uma política comum de medicamentos na Europa e na América Latina".

Este compromisso das delegações reunidas em Coimbra, no âmbito do Fórum Iberoamericano das Entidades Médicas, estabelece ainda objetivos e recomendações no âmbito da "Saúde e alterações climáticas na Europa e Ibero america", "Sistemas de Saúde e Direitos Humanos relacionados com a Saúde", "Violência de Género. Perspetivas: Interprofissional, os pacientes e o Governo", "Consequências para a atenção sanitária dos tratados de livre comércio", "Emprego, formação médica pré e pós-graduada e recerficação", "Cooperação e participação nas organizações médicas internacionais (Estratégias, objetivos, propostas".
Para além destes pontos, foram ainda aprovados, por unanimidade, outras duas declarações:
– Declaração de Coimbra sobre o alerta de saúde pública por causa do vírus Zika, no âmbito dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016-06-02
– Declaração de Coimbra face à crise no setor de saúde na Venezuela.

 

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Ordem dos Médicos