A tertúlia “100 Anos de Medicina no Feminino em Portugal” reuniu, na Sala Miguel Torga da Ordem dos Médicos, em Coimbra, diversas personalidades de reconhecido mérito na área da saúde para assinalar o contributo determinante das mulheres médicas para a evolução da medicina portuguesa ao longo do último século.
A iniciativa promoveu uma reflexão intergeracional sobre o papel da mulher na prática clínica, na investigação científica, na docência e na gestão em saúde, destacando o percurso e os desafios enfrentados pelas médicas em Portugal.
A sessão contou com três momentos de reflexão, com moderação da médica especialista em Cardiologia, Maria do Carmo Cachulo: Rosa Rebelo, médica especialista em Pediatria, abordou o tema “100 anos da mulher na Medicina em Portugal – Estereótipos de Género”. Seguiu-se Teresa Almeida Santos, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, com a intervenção “Da invisibilidade à centralidade – 100 anos de Saúde no Feminino”. O terceiro momento esteve a cargo de Joana Delgado Silva, médica especialista em Cardiologia, que apresentou a reflexão “O Próximo passo começa em nós”.
A sessão contou também com a participação de Liliana Constantino, uma das coordenadoras do Gabinete de Organização e Promoção de Atividades da Ordem dos Médicos, a quem coube dar as boas-vindas a todos os participantes presentes no auditório da instituição, bem como àqueles que acompanharam a iniciativa através dos meios digitais.
Mais do que um olhar sobre a crescente presença feminina na medicina — hoje cada vez mais preponderante —, a tertúlia procurou também estimular o debate sobre igualdade, liderança, reconhecimento profissional e os desafios contemporâneos enfrentados pelas mulheres nesta área científica.
No final do evento foram homenageadas 12 médicas pelo seu percurso e contributo para a medicina. Três delas estiveram presentes na sessão e receberam uma homenagem especial do presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Manuel Teixeira Veríssimo, que destacou as suas qualidades científicas e humanas.
Entre as médicas distinguidas estiveram Catarina Resende de Oliveira, neurologista e investigadora dedicada ao estudo dos processos de degenerescência neurológica associados a doenças como o Doença de Alzheimer e a Doença de Parkinson; Maria Amélia Duarte Ferreira, antiga diretora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto — a primeira mulher a assumir esse cargo — e que desempenhou também funções como provedora da Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses; e Raquel Duarte, diretora do Centro de Saúde Pública Doutor Gonçalves Ferreira, professora no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto e investigadora no Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.
A iniciativa reforçou a importância de reconhecer o percurso das mulheres na medicina portuguesa e de continuar a promover espaços de reflexão e debate sobre o futuro da profissão.
Partilhamos imagens captadas durante esta tertúlia que decorreu na Sala Miguel Torga, dia 12 de março de 2026





