A Ordem dos Médicos realizou, na manhã de 3 de fevereiro, uma breve visita a Leiria com o objetivo de avaliar as consequências da tempestade Kristin. A resposta a esta intempérie tem sido assegurada, naquele concelho e em toda a região, por milhares de pessoas, com particular destaque para médicos e outros profissionais de saúde, que responderam prontamente e continuam mobilizados para dar resposta aos múltiplos pedidos de auxílio.
Em Leiria, a comitiva reuniu com a administração hospitalar — Manuel Carvalho, presidente do conselho de administração; Catarina Faria, diretora clínica para a área dos Cuidados de Saúde Hospitalares; e Denise Velho, diretora clínica para os Cuidados de Saúde Primários — que apresentou o ponto de situação da assistência prestada às populações, bem como o trabalho em rede desenvolvido pelas várias instituições de saúde e por outros setores da sociedade. Foi sublinhada a articulação com diversas Unidades Locais de Saúde, nomeadamente Coimbra, Baixo Mondego e Oeste, considerada crucial para responder às graves solicitações registadas após a passagem dos ventos ciclónicos. Os impactos na saúde das populações continuam a merecer especial acompanhamento, graças ao esforço e dedicação das equipas hospitalares e dos cuidados de saúde primários. Segundo o diretor do Serviço de urgência da ULS Região de Leiria, o Hospital de Santo André e as SUB Pombal e Alcobaça receberam, receberam 756 feridos com traumatismos, setenta e oito por cento dos quais classificados com prioridade elevada (urgência amarela e laranja).
Os dirigentes da Ordem dos Médicos manifestaram solidariedade e disponibilizaram apoio com vista a mitigar as dificuldades identificadas. Segundo o bastonário, Carlos Cortes, em declarações à agência Lusa, a Ordem pretende agora proceder ao mapeamento das necessidades existentes para apoiar as respostas que a região de Leiria enfrenta. Na mesma reunião, a ULS da Região de Leiria assegurou estar em processo de retoma da normalidade.
Participaram ainda neste encontro o Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Manuel Teixeira Veríssimo, o Presidente do Conselho Sub-regional de Leiria, Nuno Rama, o Coordenador do Gabinete de Medicina Humanitária, Vítor Almeida, e o Presidente do Colégio da Especialidade de Saúde Pública, Ricardo Mexia, que escutaram membros do conselho de administração e vários diretores de serviço da ULS da Região de Leiria, designadamente Rui Gameiro (Ortopedia 1), António Sá (Ortopedia 2), José Manuel Almeida (Urgência), Vítor Pardal (Imagiologia), Miguel Coelho (Cirurgia Geral) e Elisabete Valente (Anestesiologia).
Já no quartel dos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde se encontra instalado o Centro de Operações do Município, a delegação da Ordem dos Médicos reuniu com o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, a vereadora da Ação Social e da Saúde, Ana Valentim, e o vereador da Proteção Civil, Luís Lopes. Num breve encontro, o presidente da autarquia destacou a dimensão da operação desencadeada desde a passagem da tempestade e a preocupação com as populações, nomeadamente as mais vulneráveis, confrontadas com a destruição total ou parcial de habitações, empresas e equipamentos, bem como com quedas de árvores e estruturas e cortes no fornecimento de energia, água e comunicações. A capacidade de resposta célere e organizada do município leiriense, asseverou o autarca, resulta também da experiência dos últimos anos em enfrentar fenómenos extremos (CoVID- 19, incêndios florestais, apagão no fornecimento de energia, …).











