SRCOM denuncia atraso na colocação de Médicos de Família na região Centro

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) considera inadmissível o atraso na colocação de médicos de família, recém especialistas da região Centro, no Serviço Nacional de Saúde quando estes são absolutamente necessários.

 

Estão em causa as classificações finais do internato de Medicina Geral e Familiar, que foram homologadas e publicadas no site da ACSS a 16 de junho. Segundo a Lei n.º 55/2018, publicada em Diário da República n.159/2018, Série I de 2018-08-20, o procedimento concursal para colocação dos recém especialistas deve ser aberto até 30 dias após a homologação das classificações finais. Carlos Cortes, presidente da SRCOM denuncia esta situação: “É lamentável estarmos a assistir a um atraso desta natureza, neste momento tão sensível que o país está a atravessar. Os médicos de família, recém formados, estão a aguardar a sua colocação para poderem desempenhar adequadamente as suas funções e dar resposta à extensa lista de utentes sem médico de família atribuído e às necessidades decorrente da pandemia que o país está atravessar.”  O concurso deveria ter sido aberto até ao dia 16 de julho e ainda não foram comunicadas as colocações nos centros de saúde.

 

Um atraso insustentável, segundo Carlos Cortes: “Em causa estão 396 médicos, 65 deles pertencem à região Centro que estão sem saber onde irão ser colocados. O país atravessa uma crise da pandemia da COVID-19 em que a resposta dos cuidados de saúde primários é absolutamente fundamental. Existe uma contradição no discurso do Ministério em que lamenta não existirem médicos suficientes, mas depois não os contrata quando estão disponíveis”. O presidente da SRCOM acrescenta ainda: “A gestão dos recursos humanos tem sido o tendão de Aquiles do Ministério da Saúde, facto que tem prejudicado doentes e profissionais”.

 

Coimbra, 28 de julho 2020